Condiloma Anal ou HPV

Escrito por Dr. Jorge Ortiz em Terça, 18 Fevereiro 2014. Posted em Perguntas Frequentes

O condiloma anal ou infecção pelo vírus HPV é uma doença sexualmente transmissível. É uma lesão verrucosa, de tamanho variado localizada principalmente no pênis e vagina, podendo também ocorrer no anus e na região bucal interna. Estas duas últimas devido a estes segmentos estarem relacionadas ao prazer sexual sendo a doença sexualmente transmissível mais comum e estando relacionada ao câncer de útero e ao câncer anal.

O diagnóstico é na maioria das vezes clínico visualizando-se uma ou mais lesões verrucosas de tamanho variado nas regiões acima mencionadas. Às vezes necessita-se do exame com magnificação de imagens e com corantes especiais, mas normalmente o diagnóstico se faz pela simples observação.

O tratamento pode ser feito com a aplicação de pomadas tópicas (locais) ou com métodos cirúrgicos para a remoção das lesões, podendo se associar drogas que aumentam a imunidade contra os vírus.

O grande problema do condiloma é que além de ser transmito pelo ato sexual já se conhece a sua íntima relação com o câncer de colo de útero e ao câncer de ânus. E mesmo após a ressecção cirúrgica estes pacientes devem ser seguidos por pelo menos 12 meses até que três avalições consecutivas estejam normais. O uso do preservativo fornece uma proteção, porém não de 100%.

Atualmente existe o uso das vacinas profiláticas que reduzem a incidência do HPV e estudos demonstram que 80% dos canceres anais, 60% dos vaginais e em quase todos os canceres de colo de útero podem ser reduzidos pela vacinação contra os sorotipos 16 e 18, que são os responsáveis pelo aparecimento dos canceres. Existem dois tipos de vacinas a dupla que age contra os sorotipos 16 e 1 8 e a quadrivalente que também age contra os sorotipos 6 e 11. Esta última também se mostra eficaz contra verrugas genitais. Devem ser utilizadas como forma de prevenção antes do inicio das atividades sexuais ou que ainda em mulheres que ainda não foram infectadas pelo vírus. A Anvisa aprovou a vacinação de mulheres entre os 10 e os 25 anos de idade. Porém a vacinação também se mostrou eficaz em mulheres entre 24 e 45 anos desde que não estejam infectadas pelo vírus.

Autor:

Dr. Jorge Ortiz

CRM 50.937

  • Possui graduação em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1984);
  • Mestrado em medicina (cirurgia) pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1996);
  • Estagiou com o Professor Michael Keighley na Universidade de Birminghan – Inglaterra;
  • Atualmente é Médico Cirurgião - Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Médico do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, Cirurgião do Hospital Santa Isabel e Cirurgião Primeiro Assistente em Cirurgia - Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo;
  • É especialista em distúrbios da evacuação.

www.drjorgeortiz.com.br